domingo, 21 de setembro de 2014

Sobre as escolhas que preciso fazer (mas não quero)


Se por um lado tem dias que a gente se sente completos e realizados, em outros dá um vazio tão grande, uma sensação de que tá tudo errado e não só com o mundo, mas principalmente com a gente.
Eu nunca fui do tipo de ficar dividida entre as coisas que eu queria. Embora, eu sempre tenha sido uma grande sonhadora, todos os meus sonhos estavam meio que ligados. Então por que de repente tudo mudou? Por que eu quero coisas tão diferentes agora? Por que eu sou obrigada a escolher entre dois caminhos tão opostos?
Tem dias, tipo hoje, que eu acordo certa do caminho que eu preciso escolher; “é isso o que eu tenho que fazer!”, e aí a incerteza bate ou algo me faz pensar que devo optar pela outra decisão.
Por que é que quando a gente cresce tudo fica tão complicado? Ou tudo sempre foi complicado e a gente idealiza a infância como uma coisa boa, quando na verdade não é?
Às vezes eu queria que existissem duas Bias, cada uma pra seguir o caminho que acha que deveria seguir. Na verdade, eu queria mesmo poder sair por aí, fazer o que eu tenho vontade e, quando cansasse, retornar à vida, sem grandes danos. Sem partir corações, sem deixar as pessoas tristes, sem decepcionar ninguém ou criar expectativas.
É clichê, mas o pior é que é algo que só nós mesmos podemos decidir.
O problema é que essa dúvida tá me consumindo de uma maneira que me deixa ainda mais angustiada, do tipo “escolhe agora ou se arrepende pra sempre sem nenhum dos dois!”
Eu não consigo nem escolher a minha roupa de manhã, quem dirá o que ai ser da minha vida daqui pra frente. O negócio é respirar fundo, fechar os olhos e que a vida seja como na canção “partiu e seja o que Deus quiser”.

sábado, 15 de março de 2014

Assisti: Quebrando a Banca


QUEBRANDO A BANCA (21)
ANO: 2008 | DURAÇÃO: 2h03min | CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
ONDE ASSISTI: Netflix

SINOPSE:
Ben é estudante que se vê sem dinheiro para pagar a prestigiada faculdade de medicina quando recebe uma proposta tentadora: integrar um grupo de jovens jogares que vão a Las Vegas todos os finais de semana com um esquema infalível de ganhar muito dinheiro nos cassinos.

MINHAS OPINIÕES:
O filme já começa com uma cena maravilhosa mostrando uma ponte e vai se aproximando, até chegar a Ben andando de bicicleta e aí a história começa pra valer. O filme já me ganhou logo por isso: amo filmes vista pras cidades e se tiver um rio, mar ou lago, acho ainda mais lindo.


Na verdade, o visual inteiro é muito bonito e dá vontade de entrar na história e mergulhar em todo aquele luxo dos cassinos e os enormes quarto de ho
téis em que eles ficam hospedados enquanto estão em Vegas.
A história me cativou, talvez, por ser um pouco absurda como em Bling Ring, afinal são um bando de jovens que bolam um jeito de quebrar a banca dos cassinos, apesar de não ser um crime propriamente dito, não é algo recomendável a se fazer (e acho que dispensa comentários explicando, né?). Além disso, o filme também é baseado em fatos reais, apesar de ter mais elementos de ficção que Bling Ring.


É interessante ver as caracterizações dos jovens para se disfarçarem e as técnicas que eles bolaram, eu mesma não me sairia bem em nenhuma das duas coisas... hahahah
O filme é muito bem escrito e produzido, o elenco também não deixa a desejar e não é aquele tipo de longa cansativo, pelo contrário, vai te prender a atenção a todos os fatos.



Ah, vale comentar que a história vai além da questão de jovens americanos aprontando: fala sobre a ganância e, obviamente, até que ponto as pessoas deixam se levar pelo dinheiro. É uma boa pedida pro fim de semana!


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Assisti: O Labirinto do Fauno


O LABIRINTO DO FAUNO (El Laberinto del Fauno)
ANO: 2006 | DURAÇÃO: 1h52min | CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
ONDE ASSISTI: DVD

SINOPSE:
Ophelia é uma menina solitária e sonhadora. Na Espanha de 1944, onde a Guerra Civil oficialmente já havia terminado, ela se muda para um acampamento militar, junto com sua mãe, onde irá conhecer seu padrasto, um temido capitão do exército. Sem muitos amigos, ela começa a passear pelos jardins da propriedade e descobre um mundo mágico.

MINHAS OPINIÕES:
Eu tinha um certo receio de ver esse filme. A primeira vez que ouvi falar dele, pensei que seria um filme de aventura, daqueles cheios de magia e que encantam a gente, sabe? Mas aí, por alguns comentários de pessoas próximas, descobri que era um filme forte e, automaticamente, fiquei com medo.
Apesar de ser um filme premiado (ganhou o Oscar de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem, e ainda foi indicado para Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora, em 2007), eu tinha medo de vê-lo porque sou do tipo que se impressiona fácil, então deixei pra lá. Recentemente fiz um curso em que o professor passou pra gente avaliar a atuação de cada personagem, e foi um pouco difícil no começo, principalmente por causa dessa mania de radialista de querer analisar os detalhes técnicos.


Me arrependi muito de não tê-lo visto antes. O filme é simplesmente incrível e tem uma história linda! Apesar de dar um pouco de medo e realmente ter cenas fortes, o enredo emociona e você vai viver grandes emoções com a Ophelia.
Ao longo do filme, comecei a sentir um pouco de raiva da garota e até acha-la um pouco burra, hahaha e aí levei uma bronca do meu professor, porque ele disse que eu estava pensando com a cabeça de 2014, e não de uma criança de 1944, em um cenário pós-Guerra e aí tá a grande interpretação da Ivana Baquero. Ophelia é uma menina doce e inocente, mas ainda assim muito corajosa e prova isso pra gente ao longo do filme.


Por não ter outras crianças e os empregados estarem ocupados com suas tarefas, Ophelia se arrisca e vai conhecer a propriedade. Ela encontra um labirinto e, uma vez se arriscando lá dentro, conhece o Fauno guardião, que lhe conta que ela é, na verdade, uma princesa fugida do submundo e sua missão é guia-la de volta para casa, mas para isso, ela precisará realizar algumas tarefas.


Simultaneamente à realização de cada missão, o conflito entre militares e rebeldes se agrava, mas Ophelia parece estar longe disso tudo e, de fato, viver em seu mundo mágico. Uma das únicas amigas de Ophelia é a criada Mercedes, uma jovem cozinheira, que lhe diz que sua avó dizia para não confiar nos faunos.


Não é um spoiler, mas o filme já começa com a Ophelia morta e se ela conseguiu retornar ao seu mundo ou não, você só descobre assistindo, e vale a pena para saber e conhecer toda a busca e as aventuras desta garotinha.
A fotografia é simplesmente incrível e eu gostei muito do filme, apesar de não gostar muito de ouvir o sotaque da Espanha... hahaha As partes de efeitos visuais são simplesmente incríveis! Desde as caracterizações dos seres fantásticos até mesmo a representação dos ferimentos dos combatentes.

Ai...

Além disso, é um filme pra pensar: não só nesta parte visual, mas principalmente na história: todo mundo já teve amigos imaginários e já acreditou na fantasia em que vivia, mas até que ponto nossas memórias são reais ou só frutos da nossa imaginação?


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Assisti: Um Novo Despertar


UM NOVO DESPERTAR (The Beaver)
ANO: 2011 | DURAÇÃO: 1h30min | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
ONDE ASSISTI: Netflix

SINOPSE:
Walter Black sofre de depressão e está tendo problemas para lidar com isso tanto no trabalho, quanto em casa. Mas quando ele é obrigado por sua família a se mudar, encontra um fantoche de castor e vê nele a ajuda que tanto procurava.

MINHAS OPINIÕES:
Com essa sinopse, eu achei que o filme ia ser daqueles bem divertidos e engraçados, afinal, um cara entre 40 e 50 anos que se comunica através de um fantoche de castor só pode ser divertido, mas aí você para pra pensar bem e vê que é meio triste.
O filme é um drama cômico, é claro que existem situações engraçadas e que te fazem rir, mas ainda assim trata de uma doença e de uma pessoa que se recusa a buscar ajuda externa.


Walter Black ganha vida por Mel Gibson. Eu comecei a fazer um curso de interpretação agora nas férias e to gostando muito e este filme veio a calhar com uma das aulas que tive: o professor disse que você estiver lá achando tudo aquilo ridículo, vai parecer ridículo. E é incrível ver como o Mel Gibson se entrega ao papel, sem medo do ridículo, e quão profundo acaba sendo se você prestar atenção pra valer nele.


O roteiro ainda aborda aquele medo dos filhos de se transformarem nos pais. Porter, o filho mais velho de Walter, por exemplo, enumera todos os hábitos que ele tem que são iguais ao do pai e tenta evita-los, mas a gente acaba se dando conta de que não é só uma questão de força de vontade.
Porter faz o trabalho dos colegas e cobra por isso e acaba se envolvendo com Norah (interpretada pela Jennifer Lawrence, que tá super em alta e merece toda a nossa atenção, nesse filme não é diferente), uma aluna exemplar que o contrata para escrever o discurso de formatura, pois não tem nenhuma inspiração. Assim como Walter foge da solução e Porter também o faz, a Norah também tem um problema que a aflige e um modo particular de se libertar, mas não o faz.


Particularmente, eu acho que o filme nos incentiva um pouco a isso, buscar as nossas maneiras de esquecer dos problemas, mas não se deixar render pela depressão.



Bom, a gente sabe que em algum momento o Walter vai precisar se livrar do Castor, mas a solução que ele encontra é bem mais chocante do que você consegue imaginar. E como o título em português sugere, ele encontra o seu novo começo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Assisti: A Princesa e o Sapo


A PRINCESA E O SAPO (The Princess and the Frog)
ANO: 2009 | DURAÇÃO: 1h37min | CLASSIFICAÇÃO: Livre
ONDE ASSISTI: Netflix

SINOPSE:
Tiana e seu pai sempre sonharam em abrir um restaurante, mas ele nunca chegou a realizar este sonho. Ela, no entanto, continuou batalhando e trabalhando para realiza-lo, mas em um momento de desespero, acredita na promessa de um sapo que se diz príncipe e, ao beijá-lo, transforma-se numa sapa.

MINHAS OPINIÕES:
Eu sempre morri de vontade de ver esse filme, mas como passou poucas vezes na TV ou já tava pelo meio quando eu ia assistir, acabava deixando pra outro dia. E nessa brincadeira de ir adiando se passaram quase cinco anos desde a estreia. Hoje de manhã, procurando a que filme assistir, vi que entrou no Netflix e foi só amor!
É claro que a história é clichê e você já sabe que os dois vão ficar juntos no final, afinal, é um filme da Disney, e, por sorte, as coisas sempre dão certo nesse mundo mágico. Por mais que a gente saiba que a vida não é desse jeito, é bom acreditar que existe um mundo em que vivemos felizes para sempre, é bom pra fugir um pouquinho das nossas vidas e esquecer os problemas.


A animação tem os traços clássicos, pelo fato da Tiana ser negra, achei legal valorizarem alguns traços dos negros, por exemplo, o nariz mais largo que ela tem, senão seria só mais uma princesa no estilo europeu mais morena. Eu achei legal, também, a história se passar nos Estados Unidos e não ser há 500 anos atrás, com castelos e tudo mais, apesar de eu amar os contos de fadas mais antigos.


Em uma das canções, quando a Tiana está idealizando com a mãe dela o restaurante dos sonhos, o traço do desenho muda e fica bem interessante e bem legal. Talvez não desse certo pra um desenho inteiro, mas poderiam ter mais cenas musicais no mesmo estilo. Essa parte me lembrou um pouco o desenho do Hércules, também, quando as mulherezinhas dançavam e cantavam pra evocar um dos deuses. Ah, deu pra entender?


Também achei essa história meio errada... Hahah, a Charlotte quer casar com o príncipe porque quer ser uma princesa. Ele quer casar com a Charlotte porque precisa de dinheiro. A Tiana se interessa pelo príncipe, e estamos falando de se interessar pela beleza mesmo, apesar da sua melhor amiga querer casar com ele. Acaba sendo um meio que querendo passar a perna no outro, hahahah.

amei muito essa cena

A cena dos vagalumes iluminando a floresta também é incrível e cria um visual espetacular! Todas as cenas, aliás, que contam com os vagalumes ficam bem bonitas na tela. E se tiver a oportunidade de assistir em Full HD, recomendo muito, porque fico lindíssimo na tela! Dá até vontade de entrar na história e viver tudo aquilo com eles.


Prepare os lencinhos, porque os últimos 10 minutos de filme são só lágrimas! Um misto de alegria e tristeza, que só a Disney sabe nos proporcionar. Ainda é uma história muito bonita e cheia de lições.


Deu até saudade de ser criança...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Assisti: Gatinhas e Gatões


GATINHAS E GATÕES (Sixteen Candles)
ANO: 1984 | DURAÇÃO: 1h32min | CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
ONDE ASSISTI: Netflix

SINOPSE:
Samantha havia imaginado um aniversário perfeito de 16 anos, mas, às vésperas do casamento de sua irmã mais velha, todos na sua família parecem se esquecer do seu grande dia.

MINHAS OPINIÕES:
Fala sério, não dá pra botar fé em um filme com esse nome, né? Eu sei. Tudo bem que se fosse “Dezesseis Velas”, provavelmente a gente também não daria muita bola, mas talvez fosse mais condizente com a história.
Eu acho que poucas vezes ri tanto em um filme de adolescente quanto ri nesse. A cena do casamento da Ginny, irmã da Sam, é muito divertida, seja pelo comportamento da noiva ou da família. E quem não tem uma família (ou conhece uma), dessas que enfiam sete pessoas em um carro e partem pra alguma reunião ou uma festa, e todos falam ao mesmo tempo?


O filme foi escrito e dirigido por John Hughes, o mesmo de Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado, além de fazer parte do Brat Pack, que eu já comentei aqui: aqueles filmes estrelados por um grupo de adolescente dos anos 80.
Se vocês seguiram minha dica e assistiram a Clube dos Cinco, vão notar que a parceria entre Molly Ringwald e Anthony Michael Hall se repete aqui. Ela não é exatamente a garota popular, mas não deixa de ser a adolescente mimada e a garotinha do papai, enquanto Anthony vive outro vez o nerd que nunca se quer teve contato com alguma garota.


Esteticamente, não há muitas diferenças entre este filme e Clube dos Cinco as roupas refletem a moda da época e a história se passa no colégio, em boa parte. Uma coisa que eu achei muito legal são algumas piadas feitas sobre tecnologia e que se algum filme do tipo fosse escrito hoje mas que se passasse naquela época, também faria as mesmas piadas, como quando o Ted pergunta à Sam se ela sabe o que é um disquete.


Esses filmes de adolescentes mais antigos são legais justamente pra isso, pra gente comprar e ver quanta coisa mudou nesses últimos 30 anos. (E também pra gente se assustar quando se der conta de que passaram 30 anos e quase nada mudou)
No filme, também, a Sam recebe um questionário de uma das amigas, e me lembrou muito àqueles cadernos de perguntas, sabe? Nossa, eu respondi tantos... E sempre tinha aquele medo que eles caíssem em mãos erradas.



Entre um amor não correspondido, um chato que não larga do seu pé e tendo que lidar com a família esquecendo do seu aniversário de 16 anos (lembre-se que lá nos Estados Unidos, o sweet sixteen é tipo a nossa festa de 15 anos), Sam vai crescer muito mais do que ela imaginava que teria crescido quando se olhasse no espelho. É uma boa dica pras férias!

Ah e fica aí um gostinho da cena do casamento pra vocês!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Assisti: Confissões de Adolescente


CONFISSÕES DE ADOLESCENTE
ANO: 2014 | DURAÇÃO: 1h36min | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
ONDE ASSISTI: Cinema - Bourbon Shopping

SINOPSE:
Paulo é pai de quatro meninas: Tina, Bianca, Alice e Karina, quando ele anuncia que o preço do aluguel irá aumentar e eles terão que se mudar, as quatro irmãs tenta conciliar os gastos em casa com as mudanças pelas quais estão passando.

MINHAS OPINIÕES:
Continuando na vibe de filmes nacionais. Eu amei tanto, mas tanto, que já fui assistir duas vezes e é bem provável que eu vá de novo essa semana.
Eu não escondo de ninguém o meu amor por séries, novelas e filmes infanto-juvenis, juvenis, o que seja. E não é diferente com essa história. Eu tenho um carinho muito grande porque eu nasci no mesmo ano que a série de TV, assisti quando era criança (apesar de não lembrar muito bem) e assisti às diversas reprises da Cultura. Inclusive andei procurando o box da série pra comprar, mas não achei. :(


Só tenho elogios para esse filme. É divertido, tem cenas mais tristes, a iluminação é bem trabalhada e o elenco dá um show!
Mas vamos falar um pouquinho sobre cada personagem. A Karina é a mais das quatro irmãs, e corresponde à personagem vivida pela Deborah Secco nos anos 90, agora interpretada pela Clara Tiezzi. Ela é uma garota mais básica, não gosta de se arrumar muito, não faz questão de chamar a atenção e por isso acha que nenhum garoto vai se interessar por ela.


A segunda mais nova é a Alice, interpretada pela Malu Rodrigues, mas que ganhou vida graças a Daniele Valente, como Natália. Apesar de eu gostar muito da Carol, eu me identifiquei bastante com a Natália, porque eu sou dessas que se identifica com as personagens pela cor do cabelo. Eu simplesmente me apaixonei pela Alice! E a Malu é uma atriz incrível, vendo os trabalhos dela, depois, vi quanta coisa que ela já fez que eu curti, fora que ela é atriz de musical e fez O Despertar da Primavera. A Alice tá vivendo aquela coisa da primeira vez com o namorado e as cenas dos dois são super divertidas, apesar de serem as mais difíceis, e as que tiram mais risadas do público.


Depois vem a Bella Camero como Bianca, a Bárbara da Georgiana Góes. Bianca não sabe o que quer fazer na faculdade e se sente pressionada pelo pai em ter que escolher alguma coisa logo. Além disso, ela esconde um grande segredo sobre seu namorado. E acaba se afastando da sua melhor amiga, Talita, que se tornou uma verdadeira chata e fazendo amizade com Juliana, que também tem um segredo. A única coisa que eu não gostei na Bianca é que toda cena dela na cabine do banheiro toca a mesma música e exatamente o mesmo trecho. TRÊS VEZES! Aí não dá, né? Enjoa.


Por fim, temos a Sophia Abrahão como a Tina, que era a Diana, personagem da autora, Maria Mariana. Eu amo a Sophia Abrahão desde que ela fazia a Felipa em Malhação e quase não aparecia, hahaha então fico muito feliz de ver ela recebendo tanto destaque. A personagem dela é a única que já saiu de casa, mas precisa arrumar um emprego e lidar com a crise no namoro, que aliás, é o seu mesmo namorado há cinco anos.


Eu me vi em várias cenas do filme! Achar que nenhum garoto vai se interessar por você, o medo do primeiro beijo, a vergonha de menstruar, beijar de olhos abertos na primeira vez e achar horrível, a primeira vez, o pai não entender o curso que quero fazer, lidar com amigas chatas. É como se eu me visse lá, nas diversas situações das meninas.
Apesar de ter algumas cenas de nudez, o filme é muito bom pra assistir com as amigas, com o namorado, com a família, com quem seja, porque vai divertir muito!


O roteiro é assinado pelo Matheus Souza, que escreveu o premiado Apenas O Fim, com Érika Mader e Gregório Duvivier, mas mais pra frente eu falo dele. Eu admiro muito o Matheus e ele teve uma boa influência na minha escolha profissional, além dele ser bem divertido e engraçado (você vai perceber isso pelo roteiro dos dois filmes). A direção fica por conta do Daniel Filho, que também dirigiu a série nos anos 90.
Uma coisa muito bacana é que as meninas quase não usam maquiagem! Então você vai ver que elas têm espinhas, que a Sophia Abrahão tem olheiras e celulite, e que elas são gente como você e eu, apesar de estarem ali interpretando.


A trilha sonora, boa parte nacional, é muito gostosa, com aquilo que a nossa música tem pra oferecer de melhor, sabe? Como a história passa no Rio de Janeiro, as cores no filme são todas muito vivas e constroem uma imagem bem alegre.
É claro que não podia faltar a participação afetiva das atrizes da antiga versão, né? Caso você, como eu, não consiga identificar todas no filme, deixo quem é quem aqui. A Deborah Secco faz a mãe do Felipe (divertidíssima!), Daniele Valente é a mãe do Marcelo (o namorado da Alice), Georgiana Góes interpreta a Selma (a professora de educação física) e Maria Mariana é a Dra. Kátia, que entrevista a Tina pra uma vaga de estágio. Uma coisa que é legal comentar, também, é que o Cássio Gabus Mendes, que interpreta o pai, é sobrinho do Luis Gustavo, que fez o pai das meninas na série!


Tem duas coisas que podem te ajudar no entendimento do filme: tem uma menina bem novinha que aparece brincando do jogo da garrafa e, na verdade, ela é a Cristina mais nova. Não é nenhum spoiler, mas eu e meu namorado realmente demoramos a entender isso quando assistimos ao filme pela primeira vez. E em uma das cenas da Cristina mais nova, ela comenta que uma menina a odeia desde a C.A. que é a “Classe de Alfabetização”, uma série que existe lá no Rio, por isso não vou saber explicar direito, hahah.


Acho que me estendi demais nessa resenha e realmente espero que eu tenha conseguido passar nela o quanto eu realmente gostei desse filme e que vocês fiquem com vontade de assisti-lo! Ah, e tem a série no youtube, pra quem quiser assistir.
Eu queria fazer um teste, agora. Confissões de Adolescente é baseado no livro que a Maria Mariana escreveu quando era mais nova e eu to pensando em sorteá-lo aqui no blog! O que vocês acham? É um livro bem fininho, mas bem gostoso e acho que vale a pena conhecer. :) Então comentem aí embaixo o que vocês acham. :3

Por fim, separei dois vídeos, além do trailer, que eu gostei muito e que eu acho que vale a pena você ver, os dois abordam o filme e a série e são bem curtinhos, então, nada de preguiça! E corre pro cinema pra ver Confissões de Adolescente.